Mistborn – Brandon Sanderson ?>

Mistborn – Brandon Sanderson

Vin é uma skaa, uma adolescente de rua que é quase inferior a lixo. Ela vive sob um regime autoritário de um imperador imortal, que governa desde uma revolução falhada há um milênio. Neste mundo em que pessoas especiais, alomânticos, podem usar metais para ativar poderes mágicos, há também os Mistborn, aqueles que conseguem ativar todos os metais dentro de seu corpo. Como Kelsier, um Mistborn que está montando um time de alomânticos para tentar uma nova revolução, desta vez uma que destruirá o trono. E mesmo que Vin não saiba fazer amigos, Kelsier vai precisar dela.


Infelizmente, esse livro não foi pra mim. Amei Warbreaker e queria muito ler mais do autor. Como ele mesmo sugere que a gente comece por Mistborn, mandei bala.

Com certeza, se eu tivesse lido o físico, teria demorado séculos. Achei maçante e pouco original. Claro, quando o livro foi lançado, com certeza foi diferente de outras fantasias. Hoje, nem tanto. Não achei esse sistema de magia baseado em metais tão revolucionário, e muitos dos temas já foram melhor executados em outros livros.

O livro não promete nada no quesito originalidade e também não entrega nada. A revolução é sem graça, porque a protagonista não está muito envolvida. O “heist” é sem graça, porque é a revolução, que acontece em sua maioria longe da narração. A politicagem da corte é pobre até dizer chega, e eu nem decorei os nomes dos nobres.

A Vin é uma boa personagem. Acho que ela é uma verdadeira adolescente, principalmente com o crush. Fiquei surpresa de ver um homem escrevendo uma adolescente tão bem, senti que ele entrou dentro da minha cabeça. Gostei dela, da dinâmica com os outros personagens e da narração. Mas ela fica muito distante da trama toda – o livro tem pouca ação ou momentos emocionantes. O começo foi mais forte, acho, porque ela tava pior da cabeça e é smepre divertido ler uma louca.

Além disso, não consigo chamar os outros personagens de principais. O Kelsier sim, ok. Mas Ham, Breeze, Marsh e Clubs são secundários quando não deveriam ser e praticamente não aparecem. Eu gostei da dinâmica deles em grupo, mas eles não têm profundidade nenhuma. A narração do Kelsier não entrega nada, já que o autor tenta tanto manter segredo sobre “o real plano do Kelsier” (que não achei nada demais, não me surpreendeu) que a gente acaba não aprendendo nada importante sobre a lore.

Eu sei que o Brandon Sanderson escreve bem e tenho certeza que outros livros dele são bem melhores, mas Mistborn foi tão sem graça que não tenho vontade nenhuma de continuar a série. Até daquela outra trilogia no mesmo mundo, The Wax and Wayne Series, perdi o interesse. Não é um livro ruim, apenas verdadeiramente mais do mesmo. Com quase 600 páginas, ele não conseguiu me prender nem me interessar. Vou ler outras coisas do autor, mas Mistborn com certeza vai ficar para trás.

Se você gostou de Mistborn, você vai gostar de:

Warbreaker – Brandon Sanderson;

Ordem vermelha: filhos da degradação – Felipe Castilho;

Tress, a garota do mar esmeralda – Brandon Sanderson.

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