A república do dragão – R. F. Kuang ?>

A república do dragão – R. F. Kuang

Nikara venceu a Terceira Guerra da Papoula. Rin cometeu atrocidades para garantir esses resultados. Mas a nação está destruída e o povo está em miséria. Rin não consegue lidar com o que viu, com o que fez, e se entrega ao ópio para sobreviver ao dia a dia. Mas a máquina política não para, a Fênix clama por vingança, e Rin não descansará até destruir a Imperatriz, a traidora da nação. Se ela tiver que impedir uma guerra civil se aliando ao poderoso líder da República do Dragão, então que seja. Antes de tudo, porém, ela é uma guerreira, e conspirações políticas não saciam a sede da Fênix.


Fiquei um pouco decepcionada com A república do dragão, sinceramente. Ouvi tanto de outras pessoas que esse era o melhor da série, mas não consigo concordar.

R. F. Kuang sofre de uma séria Síndrome de Personagens Demais – muitas vezes, nem dá pra saber onde todos estão. A Cike é o exemplo puro disso. Desde o primeiro livro eu não gostava deles, por terem personalidades apagadas e serem mais ferramentas para a trama do que personagens. Além disso, tem uma personagem que claramente deveria ter morrido em uma batalha mas por algum motivo, ela aparece viva sabe lá deus quanto tempo depois.

Novamente, é apresentado para o leitor que um grupo é super inteligente militarmente e que é uma grande potência para apenas apanhar. E alguns pontos de conflito não são resolvidos, simplesmente porque parece que a autora precisa deles para justificar um terceiro livro (sendo que ela já tem um monte de coisa).

Pelo menos, a escrita continua boa. A república do dragão foi rápido de ler, a linguagem é boa e ainda pude aproveitar muitas coisas do conteúdo. Gosto de livros com reviravoltas.

Gostei de ver as evoluções tecnológicas durante a guerra, foi uma boa adição. Odiei os Hesperians e o racismo e todo esse imperialismo cristão, me dá vontade de arrancar meus dedos com os dentes. E gostei dos Hinterlanders, pelo pouco que apareceram.

Sem sombra de dúvidas, o forte do livro está em Rin, Kitay, Nezha e Venka. Se a autora tivesse focado mais nos alunos de Sinegard ao invés de criar um monte de personagem, ela teria uma história bem mais amarradinha. Eles são a estrela do show, cheios de personalidade. Ainda assim, acho que o comportamento da Rin teve muitas inconsistências que só aconteceram para fazer a trama andar, o que eu já tinha notado no primeiro livro. E eu tenho ÓDIO de quando livro de fantasia faz o personagem principal perder os poderes e ir em toda uma jornada para consegui-los de novo.

Gostei de ver como a PTSD é retratada de diferentes maneiras no livro, acho que esse é um ponto muito forte dele. A autora fez sua pesquisa e sabe escrever sobre guerra.

Quero ver o que virá no terceiro livro e como essa história se encerrará. A república do dragão não é ruim – é uma história de guerra bem feita. Eu gostei das reviravoltas e das revelações no final. Mas torço para que a autora perceba e arrume seus erros daqui pra frente. É a primeira série dela, então estou dando o benefício da dúvida.

Se você gostou de A república do dragão, de R. F. Kuang, você vai gostar de:

A guerra da papoula – R. F. Kuang;

A deusa em chamas – R. F. Kuang;

Babel – R. F. Kuang.

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