Sombra e ossos – Leigh Bardugo ?>

Sombra e ossos – Leigh Bardugo

Alina Starkov imaginou, durante toda a sua vida, ser uma órfã qualquer, abençoada pela generosidade do duque de Keramzin. Ela imaginava que nunca conseguiria o que queria – ou melhor, quem queria – Maly, seu amigo de infância, criado junto dela no orfanato.

Junto dele no exército, Alina foi obrigada a ouvir comentários e piadas sobre todas as garotas com as quais Maly já tinha ficado. E se sentiu mais sem-graça do que em qualquer outro período de sua vida.

O regimento dos dois tem uma missão: ultrapassar a Dobra.

Criada há muitas décadas pelo Herege Negro, a Dobra é uma faixa de escuridão total que divide Ravka em duas e priva o lado leste de seus portos. Em tempos de guerra com Fjerda e o Shu Han, os países vizinhos, Ravka só é prejudicada.

Atravessando a Dobra, os esquifes que abrigam Alina e Maly e todos os outros são atacados pelos moradores da Dobra: os Volcra, criaturas que vivem na escuridão completa e se alimentam dos desafortunados que passam por lá.

Ao ver Maly ser atacado por uma das criaturas e ela própria ser tirada do esquife por garras de um corpo alado, um poder se manifesta em Alina que nem ela sabia que existia. Alina se descobre uma Conjuradora do Sol, uma Grisha (humanos com poderes de manipular certos elementos) única.

O descobrimento de seu novo poder a afasta de sua antiga vida e a joga no meio da corte ravkana. Em especial, ela é lançada no meio das relações entre os Grishas e se envolve com seu comandante, o Darkling. O outro Grisha único, seu completo oposto: o manipulador da escuridão, descendente do homem que criou a Dobra.

Atraída pelo misterioso Darkling e afastada de tudo o que conhecia, Alina precisa aprender a manipular a luz. Pois ela é a única esperança para Ravka. Pois ela é a chave para a destruição da Dobra.


A hype envolvendo a Leigh Bardugo é tão grande nos EUA que estava me sentindo uma herege por não lê-la (mas é difícil fazer isso quando Six of Crows está indísponível em todo o Brasil), então comprei a trilogia Grisha para ver como que a banda toca. Devo dizer que estou decepcionada. A trilogia Grisha é composta dos livros Sombra e ossosSol e tormenta Ruína e ascensão.

A Gutemberg fez um bom trabalho com a diagramação desse livro, mas devo admitir que a capa do segundo deixou a desejar. Eu odeio esse verde meio cinza, fica super feio na estante organizada por cor. As capas do primeiro e do terceiro são bonitas, mas a do terceiro é a minha favorita.

A escrita da Leigh Bardugo em si é super rápida. Eu acabei os três livros em 12 dias, o que é ótimo para quem estuda em semi-integral. O problema é que, às vezes, por ela ser tão rápida, muitas coisas acabam sendo deixadas de fora ou acontecem tão rápido que o leitor nem entende o motivo.

As personagens deixaram a desejar, e muito. Mesmo com a narrativa sendo em primeira pessoa, do ponto de vista da Alina, essa garota consegue ser completamente sem sal em Sombra e ossosSol e tormenta. Por tudo o que li, ela deveria ser uma personagem super girl power, mas o que predomina é a insegurança dela em relação ao próprio corpo e o sofrimento em relação ao Maly. Só vemos alguma evolução feminista no terceiro livro, mas que o final joga no ralo eventualmente. Quanto aos outros personagens, são todos tão pobremente desenvolvidos que eu me senti na estaca zero com todos eles. Nós só vemos alguma melhora, alguma evolução dos personagens, lá no terceiro livro, e ter que se arrastar por Sol e tormenta sem nenhuma evolução significativa nos personagens não valeu a melhora.

Sombra e ossos tinha uma premissa da história muito boa. Eu me interessei por ter um foco mais russo, como se se passasse em uma Rússia dos Romanov ou algo do tipo. Porém, essa parte deixou a desejar. Apesar de termos as palavras em russo durante o livro e um pouco da arquitetura, essa aproximação com a Rússia foi muito fraca para ser considerada satisfatória, para que o livro tivesse alguma diferença de todos os YA que vemos por aí.

A expectativa que eu tinha da história era a de uma trama que tratasse da Alina dominando seus poderes e se tornando uma personagem super girl power, mas o que eu vi foi uma Alina em negação, para se tornar uma obcecada, para no final se tornar minimamente decente. O final, sinceramente, estragou tudo.

Sombra e ossos tinha uma ótima premissa, que se perdeu no meio do caminho.

Se você gostou de Sombra e ossos, você vai gostar de:

A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton;

Cinder, de Marissa Meyer;

Corte de espinhos e rosas, de Sarah J. Maas.

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