Corte de espinhos e rosas – Sarah J. Maas ?>

Corte de espinhos e rosas – Sarah J. Maas

Depois da Guerra, a Muralha foi erguida e feéricos e humanos, separados. A magia foi junto com os fortes, deixando os humanos em terras pobres e geladas. Depois de séculos, quase não há incidentes entre humanos e feéricos – quando o humano normalmente acaba morto.

Feyre não está nem aí para os feéricos. Lendas para assustar crianças, acreditar que os feéricos chegarão às terras humanas para salvá-los não bota comida na mesa. Feyre é uma garota esperta; ela sabe muito bem como alimentar o pai e as duas irmãs mais velhas.

Feyre caça. E quando tem a opção de matar um lobo que tenta roubar a sua caça, ela não hesita. Ela dispara. E mata o lobo.

A morte foi impensada. Não se mata lobos na floresta. Eles podem ser feéricos disfarçados. Mas Feyre não liga para feéricos. Ela liga para a corça que ela matou e que vai alimentar sua família por mais algum tempo no inverno.

Mas a morte não foi deixada de lado. Uma besta aparece na sua casa, exigindo uma reparação pela morte do lobo. A morte do assassino… ou a sua ida imediata para o mundo feérico. Feyre tem duas opções. Morrer e arrastar a sua família junto ou viver com a criatura bestial que ameaça partir seu casebre com as garras.

Feyre parte. E a besta se torna um feérico, Tamlin. E o ódio de Feyre por Tamlin e seus feéricos se transforma em algo mais. Amor. Um amor sufocante.

Um amor pelo qual ela fará de tudo para salvar das garras de uma tirana.


TUDO BEM. PARA TUDO. TOMA UMA AGUINHA. SENTA. AGORA VEM COMIGO. Corte de espinhos e rosas foi a minha primeira experiência com a Sarah j. Maas e já amei.

A capa dessa série é maravilhosa. Já vi algumas críticas sobre a mudança drástica na arte das capas da edição em inglês pra edição em português, mas achei essas capas muito mais bonitas. A diagramação é ótima, apenas o esperado da Galera.

Os personagens de Corte de espinhos e rosas são… bem… lindos. Não teve um personagem que eu imaginei como sendo feio (como sempre, né, amores, leitor iludido existe e somos todos). Porém, contudo, todavia, entretanto… Feyre foi muito mal construída. Sério, Deus me livre. Deu pra perceber que a ideia da autora era escrever uma personagem forte e representativa. Não rolou. É difícil falar do livro sem dar spoilers, ainda mais para justificar meus sentimentos, mas vamos lá: depois do grande incidente Feyre + Corte Noturna no do segundo livro, a gente quebra a cara para muitas coisas que não enxergávamos nos personagens no primeiro livro. Principalmente, em como a Feyre é fraca. Até no terceiro livro, no meio de uma maldita guerra, ela faz as coisas escondida porque acha que precisa da permissão do Rhysand. Feyre oscila entre uma personagem forte e uma fraca. Pelo amor de nosso senhor Jesus Cristo, não estou dizendo que Feyre é um troço horrendo que não deveria existir. Só acho que Sarah J. Maas podia ter se decidido se ela seria uma personagem forte ou fraca. Tudo bem se fosse fraca, eu só não queria ter ficado numa gangorra de força chamada “Feyre”. Personagem maravilhoso mesmo é o Rhys. Homem feminista é outro nível. Só de pensar, já fico arrepiada. Outra coisa negativa que achei foi a Morrigan no final do terceiro livro. A explicação dela para o incidente Azriel + Mor + Cassian me pareceu forçada, um meio da autora colocar alguma representatividade no livro. Pra mim, uma falha completa.

A escrita da autora é mágica. Extremamente envolvente. Uma coisa IMPORTANTÍSSIMA de se mencionar aqui: Corte de espinhos e rosas tem cenas de sexo. E não são poucas. Eu achei engraçado que na contracapa, logo em cima do código de barras, está escrito “+ 16 anos”. Confiem em mim, esse aviso é válido. Muito válido. As cenas de sexo são bem explícitas e desenvolvidas. Algumas são meio fora de contexto, mas todos lidamos com isso. Foi minha primeira experiência com um livro cheio de cenas de sexo detalhadas, e acho que não teria gostado de lê-lo mais nova.

Agora, sobre a história. Nunca vi um mundo melhor desenvolvido e mais sabiamente criado do que o mundo de Corte de espinhos e rosas. Achei superior ao mundo de Os Instrumentos Mortais. Desculpa, tia Cassie, mas minha estante não estava preparada para o tiro que foi Sarah J. Maas. Se essa mulher passasse o resto da vida escrevendo sobre os feéricos e os humanos, eu compraria todos os livros que nem uma demente. Mas uma demente amante de livros.

Por falar nisso, esses três livros são uma trilogia que acabou, sim. Esse ano, a autora lançou A court of frost and starlight, que é uma base para a nova trilogia que está por vir. Estou, claramente, esperando pela tradução (que, rezam as lendas, sai no Brasil no segundo semestre) e pela pré-venda.

Se você gostou de Corte de espinhos e rosas, você também vai gostar de:

Cidade dos ossos – Cassandra Clare;

Um tom mais escuro de magia – V. E. Schwab;

O rei demônio – Cinda Williams Chima.

Clique aqui para uma playlist com músicas baseadas nos livros da autora!!!

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