A rainha vermelha – Victoria Aveyard ?>

A rainha vermelha – Victoria Aveyard

A sociedade de Mare é dividida em duas: aqueles que têm poder (literal e figurado), de sangue prateado e poderes sobre-humanos, e aqueles que trabalham, segregados dos prateados, a maioria de sangue vermelho.

Mare é uma vermelha, mais uma nas massas de trabalhadores que sustentam a elite sobrenatural. Para sobreviver, ela rouba o que pode. Nem ela nem sua família tem esperança de mudar de um lugar miserável para outro. Quer dizer, ela, quando completar dezoito anos, será enviada para o exército para lutar em uma guerra centenária por um país que não fez nada por ela.

Isso até ela conseguir, surpreendentemente, um emprego como serva no palácio real. Servindo nobres prateados no dia em que suas filhas solteiras exibem seus poderes para o primogênito do rei, ela sofre um acidente e surpreende a todos com os raios que saem de seu corpo. Sendo uma vermelha, os prateados não deixarão isso passar. E a família real a prende no palácio como a filha perdida de uma Casa nobre extinta.

Envolvida com uma rebelião, Mare Barrow vai descobrir que o sangue vermelho pode ter muito mais a oferecer do que apenas submissão.


A rainha vermelha é bom. Eu conheci a Victoria Aveyard quando ela veio aqui pra Curitiba e ela é bem fofa, assinou vários livros (nós conversamos um pouco sobre a Austrália). O evento em si foi meio que um desastre. Tradutora meio ruim e um apresentador mais que insuportável. Pessoas fazendo perguntas idiotas do tipo “você percebeu como os seus personagens cresceram ao longo da trama?” para se mostrarem inteligentes para a gringa (é óbvio que ela percebeu! Foi ela quem escreveu o livro!). Não podemos nem chegar perto da mulher, porque uma mesa preta gigante estava entre ela e seus leitores (eu também tive alguns muitos problemas até chegar lá, basicamente porque 1: errei o shopping e 2: eu e o meu segundo Uber nos desencontramos e eu fiquei praticamente uma hora em cima de um salto 10cm com uma bolsa contendo 5 livros e um computador esperando).

Eu gosto muito do conceito das capas dos livros, acho lindas as coroas e tudo o mais. O meu problema é a mudança de cores. O primeiro livro é prateado, o segundo é prata-azulado, o terceiro pula subitamente para o azul metálico vibrante, o quarto é preto e o livro de contos é prata-azulado também. Cá entre nós, não fica nem um pouco bonito. O novo livro de contos da Victoria Aveyard vai ser roxo escuro metálico, por sinal. Em questão da diagramação, sem problemas.

Eu tive problemas com a escrita da Victoria Aveyard desde o princípio. O primeiro livro não é muito bom, porque a escrita dela não é tão boa. Percebi uma evolução da escrita dela ao longo da série, o que foi um grande alívio para mim. Ainda assim, percebi algumas falhas na trama como um todo. Querendo ou não, é uma leitura rápida, porque a história te envolve bastante.

As personagens tinham tudo para dar certo. Mas acho quê, no meio do caminho, algo deu errado. Subitamente, o vilão começou a ser pintado de bonzinho (que preguiça; ele ficava muito melhor como vilão). Um dos melhores personagens morreu. Muitos que tinham muito potencial não foram bem explorados. Um final que poderia ter sido bom foi estragado por personagens principais agindo totalmente contra todo o jeito com o qual eles foram construídos. Eu nunca achei que diria isso, mas quem se salvou mesmo foi a Evangeline.

A história de A rainha vermelha é super envolvente. Mesmo que tudo tenha ido pro buraco nos últimos livros, a trama apresenta uma sociedade distópica pós X guerra mundial. Se é isso que você quer, vá em frente! Esse é o livro pra você! Eu, bem… eu cheguei à conclusão de que é apenas mais do mesmo. É triste falar isso, eu sei, porque esse foi um tipo de literatura que me alimentou por muito tempo. E é por isso que não vi nada de novo, no final das contas. Novamente, racismo, tecnologia e uma garota que ascende classes. Cansei, não vou mentir.

Não posso negar que A rainha vermelha é uma série boa. Não posso. Eu me diverti muito lendo, suspirei, ri e tudo o mais. Ainda assim, para alguém que já leu tanto livro desse tipo como eu, acaba ficando meio previsível.

Se você gostou de A rainha vermelha, de Victoria Aveyard, você vai gostar de:

A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton;

Corte de espinhos e rosas, de Sarah J. Maas;

A seleção, de Kiera Cass.

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